22
april
Wednesday
15:00
2015
Audience: 6+
Address:
Portugal, Funchal, Madeira, Rua do Til, 69
MapSitePhone:
+351 291773218
Billboard:
chamber concert
I part

I.Stravinsky (1882-1971). Pas de Deux from the Divertisment "The Fairy's Kiss"

S. Prokofiev (1891-1953). 5 Melodies op.35 bis 

M. de Falla (1876-1946).Suite of Spanish Folksongs
El Paño Moruno - Nana - Canción -  Pol -  Asturiana - Jota

P.Tchaikovsky (1840-1893). Meditation op.42 №1, Melody op.42 №3

P.Tchaikovsky (1840-1893). Valse-Scherzo op.34 

laureate of international competitions
Dmitry Smirnov (violin)
piano – laureate of international competitions Liudmila Nabok
II part

M.Mussorgsky (1839-1881). «Night on Bald Mountain» (transcribed for piano)

P.Tchaikovsky (1840-1893). Meditation  оp.72 № 5
P.Tchaikovsky (1840-1893). "The Seasons", op.37 bis
August -  September -  October

I.Stravinsky (1882-1971). Three Movements from ballet "Petrushka"
Russian Dance -  by Petrushka - Maslenitsa fair
 

laureate of international competitions
Andrey Dubov (piano)

IN RUSSIAN

About the program of the concert

No ano 1928, em homenagem do Pyotr Tchaikovsky, o compositor Ígor Stravinsky criou o balé alegórico "O Beijo da Fada" por motivos dum conto do Hans Christian Andersen "A Rainha do Gelo". No prefácio, o autor escreveu: "Estou a consagrar este balé à memória de Piotr Ilitch Tchaikovsky, em parte porque vejo afinidade da sua musa com fada desta alegoria A musa mesmo assim destacou este grande artista por seu beijo fatal, cujo selo misterioso anota-se em todas suas obras". Stravinsky não simplesmente consagrou sua obra ao Tchaikovsky, mas também usou uma série de seus temas: romanças "A Canção de Ninar no Temporal", "Não, somente aquele, quem sabia" e "A Tarde Invernal", os motivos de Balada de Tomsky, "O Álbum Infantil", "A Bela Adormecida" e outros. Em "O Beijo da Fada", Stravinsky transformava temas do Tchaikovsky já no seu estilo, destacando pequenas expressões e comparando-as aleatoriamente. Mais tarde, Stravinsky criou várias versões do balé, incluindo uma para piano terminada no ano 1947. Esta consiste de seguintes partes: I. Abertura. II. Danças suíços. III. Scherzo. IV. Passo a dois: Adágio. V. Variações. VI. Coda.
 
A criatividade do Serguei Prokofiev abriu uma das páginas mais brilhantes da cultura musical mundial do século XX. O autor duma multidão de obras de vários géneros, o criador dum novo ramo na música, Prokofiev fortemente influiu a arte dos compositores contemporâneos nacionais e estrangeiros.
Os "Cinco Melodias para Violino e Piano" do Prokofiev apresentam por si uma transcrição de suas "Cinco Canções sem Palavras" para voz e piano criadas por compositor em Paris no ano 1925. Prokofiev consagrou suas peças aos amigos: violinistas Cecilia Hansen (№ 2), Joseph Szigeti (№ 5) e Pavel Kochański que ativamente participava na transformação do ciclo (nº 1, 3, 4). Sofisticadas e elegantes, verdadeiramente francesas em seu humor e solução imaginária, as Melodias transmitem impressões parisienses do compositor.
 
O tema espanhol percorre naturalmente como uma linha mestra da toda a criatividade do Manuel de Falla, muitos de suas obras são dedicadas às imagens da Espanha e ao seu folclore: ópera de fantoches "O Retábulo do Maestro Pedro", obras sinfónicas "Noites nos Jardins de Espanha", "Sete Canções Populares Espanholas", suíte sinfónica para piano e orquestra, etc. A Suíte Popular Espanhola, escrita para violino e piano em 1915, é composta por seis partes, cada de quais utiliza os temas de canções e danças folclóricas: I. O Xale Mouro; II. A Canção de Ninar; III. A Canção; IV. Palo; V. Asturiana; VI. Jota. O arranjo da Suíte foi realizado por violinista polaco P. Kochański. A Suíte, baseando nos vários temas, apresenta por si uma viagem musical imaginável por regiões históricas da Espanha.
 
A "Meditação" é primeira peça do ciclo, composto de três partes, para violino e piano "Souvenir d'un lieu cher" (A Memória de um lugar caro) criado pelo Piotr Tchaikovsky no verão do ano 1878. Para compositor, tal "lugar caro" se tornou Brailovo, uma quinta ucraniana da Nadezhda Filaretovna von Meck, onde se hospedava Tchaikovsky. A "Meditação foi inicialmente dedicado pelo compositor como a segunda parte do Concerto para Violino, mais tarde substituído por "Canzonetta". A elegância da expressão, nobreza do som que distinguem peças lentas do Tchaikovsky, também se manifestam aqui descobrindo plenamente a intenção de programa do autor.
As três peças para violino do Tchaikovsky: "Valsa - scherzo" (ор. 34), "Meditação" e "Melodia" do ciclo "Souvenir d'un lieu cher" (A Memória de um lugar caro) (op.42 nº 1 e nº 2) foram criadas no mesmo período. Provavelmente, estas peças foram criadas a pedido do aprendiz do Tchaikovsky no Conservatório, o violinista Josef Kotek. A miniaturas lírica suave desenvolvida numa melodia expressiva e fluida infinitamente, transmite nuances ricas duma sensação engrandecida. O compositor Dmitry  Shostakovich destacava: “De século em século, de geração em geração se transfira o nosso amor por Tchaikovsky, por sua bela música, e neste é a sua imortalidade”. 
A brilhante peça de concerto "Valsa-Scherzo" foi criada em 1877. O compositor consagrou-a ao seu aprendiz no Conservatório, o violinista Josef Kotek. Os temas claros, técnica virtuosa, passagens bravuras que exigem de solista umas habilidades brilhantes de atuar com instrumento e, ao mesmo tempo, as imagens vivas provenientes de género favorito do compositor, de valsa. Na parte de meio da peça, o autor introduz um episódio lírico, atenuado pelas entonações expressivas e dramaticamente excitadas.
 
Em suas cartas, Modest Mussorgsky frisava: A "Noite de São João na Monte Calva" é uma obrinha batizada. Quanto à minha memória não me engana, as bruxas reuniam nesta montanha, mexericavam, enredavam e aguardavam o Maior: Satanás. A sua chegada, eles, i. e. as bruxas formavam um círculo ao redor do trono, em que sentou o Maior no aspeto dum bode grande, e glorificavam-lho. Quando Satanás tornava-se bastante raivoso de glórias de bruxas, ele, pela sua ordem, abria o Sabat... E assim eu... A forma e natureza da minha obra são russos e originais. O tom desta é caloroso e caótico. Na verdade, o Sabat começa com aparecimento de diabinhos, porque glória imunda, conforme as lendas, pertencia à composição deste, mas eu nominei (em conteúdo) os episódios separadamente, para maior facilidade de fixar a forma musical, porque esta é nova. Eu escrevi "Noite de São João na Monte Calva" muito brevemente, mesmo "ao branco" diretamente na partitura, escrevi-a cerca de 12 dias. Após de Noite de São João, não dormi uma noite e terminou a obra mesmo na véspera do Dia de São Jõao (Solstício de Verão), mesmo ferveu algo em mim, só não sabia o que está a acontecer comigo, ou melhor, eu sabia, mas isto não precisa saber, senão ficarás vaidoso.
No Sabat eu criei a orquestra espalhada por várias partes, isto seria fácil ao ouvinte aceitar, porque os coloridos dos instrumentos de sopro e de corda compões os contrastes bastante percetíveis. Acho que a natureza do Sabat é mesmo assim, ou seja, dispersada num chamamento permanente, até a trama final de toda a canalha de bruxaria; assim, pelo menos, o Sabat estava correndo na minha imaginação".
 
Em 1893, pouco antes do seu falecimento, o compositor Piotr Tchaikovskiy criou a sua última composição de piano – ciclo de “18 peças or.72” composto das miniaturas programáticas de carácter variado as quais dotou com os certos nomes. Estes nomes dá-nos o ensejo de perceber o sentido biográfico das peças (“Passado remoto”, “Recriminações ternas”, “Canção elegíaca”), as sensações efêmeras (“A maneira de Schumann”, “A maneira de Chopin”), as pequenas cenas de danças (“Valsa de cinco partes”, “Mazurca para danças”). Uma das mais famosas no ciclo tornou-se a peça “Meditação” (“Méditation”) baseada no tema muito próximo ao carácter da canção popular russa. O compositor desvenda os matizes mais finos da melodia aproveitando toda a riqueza dos meios harmônicos e polifônicos. Surpreendem muito as nuanças da peça: o Tchaikovskiy utiliza o diapasão dinâmico a partir de рррр até fff  fazendo todo o possível para detalhar cada traço expressivo da miniatura.
 
No concerto serão interpretadas as composições de piano do Piotr  Tchaikovsky, reunidas por uma obra op. 37. O famoso ciclo de piano "Estações do Ano", que consiste 12 composições caraterísticas correspondentes aos 12 meses do ano, foi encomendado ao compositor em 1875 pelo editor da revista "O Novelista", N. M. Bernard, com que Tchaikovsky colaborava. Também, pelo Bernard foram propostos os título das peças que o compositor introduziu no ciclo. Ao publicar em revista, as peças também foram premissas por epígrafos poéticos.
Criando o seu ciclo, Tchaikovsky afixava imagens poéticas e da natureza tão pertos ao seu coração. As peças não foram criadas para efeitos e virtuosismo externos, o mais provável que estas procuravam descobrir as experiências espirituais do homem pertencente à natureza e com uma sensação finíssima desta. Ao transmitir imagens de natureza e dos sentimentos humanos, o compositor utiliza várias técnicas artísticas. Por exemplo, em "Canção da Cotovia" estão introduzidos notas de graça onomatopaicas que transmitem o trecho de pássaros; a imagem duma flor em "Campainha-branca" está transmitida pelo ligeiro ritmo de valsa; as técnicas coloridas suaves são chamadas para projetar o estado incomum na peça "Noites Brancas"; o aspeto da «Barcarolle» é criado por imagens sonoras quase visíveis; a elegia da "Canção de Outono" como se abre uma beleza especial do outono dourado russo. Outro grupo das peças consiste de brilhantes esboços de género, entre os quais está apresentada a violenta "Maslenitsa", brava "Canção do Ceifeiro", enérgica "A Ceifa" e dinâmica "A Caça". O aspeto e, ao mesmo tempo, a uma alta espiritualidade do som se distingue em peça "De Troika" e, em total, o ciclo é emoldurado por uma cena de janeiro "Á lareira" e por imagem festiva "O Natalício".
 
O balé "Petrushka" foi criado por Igor Stravinsky em 1911 a pedido do organizador das "Estações russas" no estrangeiro Sergey Diaguilev e considerando as capacidades do seu brilhante elenco de balé e ópera. O balé, uma estilização da atuação de farsa popular, foi encenado em Paris no mesmo ano 1911, mais tarde, o autor criou para piano um arranjo de três fragmentos da obra: 1. "Russa", 2. "Com Petrushka", 3. “Maslenitsa”. O autor especialmente introduziu nesta composição as melodias folclóricas destacadamente banais, geralmente da origem urbana, que transmitem de forma convincente as particularidades duma festa popular.

Photo gallery

Artistic Director of St.Petersburg Music House:
People's Artist of Russia, Professor Sergey Roldugin